Estranho republicanismo.
No Brasil um político gosta de ser tratado pelo cargo mais alto que ocupou. São chamados até a morte de senadores, deputados, governadores, prefeitos, etc. Como se fossem títulos e não meros cargos assumidos por um tempo determinado, como em qualquer república. Alguns poderão dizer que é o hábito monárquico e que o cargo acaba, com o tempo, virando um título nobiliárquico. Contudo, isto não tem qualquer relação com o espírito republicano, aquele da propaganda (1870-1889) e que levou ao 15 de novembro.
Lula e a história (2)
Não custa imaginar o escândalo que o PT faria - caso estivesse na oposição - se um presidente, ao final do mandato, levasse para casa 11 caminhões com presentes recebidos no exercício do cargo, Denunciariam até a exaustão o caminhão "climatizado" lotado de bebidas, os mais de 100 ternos que Lula levou para casa (e que foram pagos pelo erário), os vestidos de dona Marisa, etc, etc. Mas a sorte de Lula (e várias vezes escrevi que ele é um homem de sorte) é que a oposição está de férias. Afinal, foi muito ativa nos últimos 8 anos.
Lula na história
Pode já ter começando o longo processo de desconstrução de Lula. É o retrato que vai ficar para a história.
En Brasil muchos dudan que Rousseff investigue los abusos del pasado militar
Saiu hoje na BBC, esta matéria.
Começa mal.
Dilma começa mal. Teve de dar um pito no general do Gabinete de Segurança Institucional. Mas foi mais para a platéia. O governo não está nem aí para o problema do passado do regime militar. Tem outras prioridades.
Posse e primeiros problemas.
Tinha deixado um aviso, no início de novembro, logo após o segundo turno, comunicando que a atualização do blog seria meio esparsa. É muito difícil todo dia escrever um texto. Desta forma, optei por republicar textos mais antigos, que saíram principalmente na "Folha" e no "Estadão" ao longo dos dois governos Lula. E quando publico um artigo novo, atualizo o blog.