Márcio Thomaz Bastos e seu cliente vip

O cartaz abaixo circula pelo território livre da internet e foi reproduzido na coluna de Ancelmo Góis.



Entrevista no Programa Jô Soares

Atendendo a pedidos, segue link da entrevista que dei no Programa Jô Soares tratando do meu último livro, "A história das constituições brasileiras. 200 anos de luta contra o arbítrio": http://www.youtube.com/watch?v=hKjk9mtBvlc

A situação econômica é ruim

A leitura desta matéria da Folha de hoje só reforça, infelizmente, o que tem sido dito: o governo não tem uma política econômica geral (e nem para os diversos setores da economia). Vive de medidas pontuais (como a isenção do IPI) sem ter uma visão de totalidade. O modelo, que deu certo até o final da década passada, está esgotado. E além de tudo, os famosos gargalos não foram enfrentados (tributos excessivos, baixa produtividade, infra-estrutura deficiente, alto custo da energia, desperdício governamental, etc, etc).


1/06/2012 - 11h54

Brasil teve o menor crescimento econômico entre países do Brics

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DA AGÊNCIA BRASIL
DE SÃO PAULO


O Brasil teve o menor crescimento econômico entre os Brics (grupo que reúne Brasil, Rússia, China, Índia e África do Sul) no primeiro trimestre deste ano, em relação ao mesmo período do ano passado.
O crescimento de 0,8% do Brasil foi menor que os 2,1% da África do Sul, os 4,9% da Rússia, os 5,3% da Índia e os 8,1% da China. As informações foram divulgadas pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), com base em dados de institutos de estatística internacionais e do Banco Mundial.
Na comparação do primeiro trimestre deste ano com o último de 2011, o crescimento de 0,2% do Brasil foi melhor que os desempenhos da Itália (-0,8%), Holanda (-0,2%), Reino Unido (-0,3%), Espanha (-0,3%), Portugal (-0,1%) e França (0%). Mas foi pior que o de países como Chile (1,4%), México (1,3%), Japão (1,0%), Coreia do Sul (0,9%), Alemanha (0,5%) e Estados Unidos (0,5%).
Prévia do Banco Central sobre a atividade da economia (o índice IBC-BR) já apontava um PIB fraco, com crescimento de 0,15% no primeiro trimestre. Pesquisa da autoridade monetária com as principais instituições financeiras do país aponta alta do PIB inferior a 3% neste ano, enquanto alguns bancos e consultorias já projetam expansão de 2,8%.
O PIB, que reflete a soma das riquezas produzidas por um país, é composto pelos dados da indústria, agropecuária e setor de serviços. Também é analisado a partir do consumo, ou seja, pelo ponto de vista de quem se apropriou do que foi produzido. Neste caso, é dividido pelo consumo das famílias, pelo consumo do governo, pelos investimentos feitos pelo governo e empresas privadas e pelas exportações.

Lula: mais um retrato

Estou republicando este artigo que saiu n'O Globo de 13 de julho de 2010.


Obsessão pelo poder :: Marco Antonio Villa




DEU EM O GLOBO

Como é sabido, o Partido dos Trabalhadores nasceu em 1980. Contudo, muito antes da sua fundação, foi precedido de um amplo processo de crítica das diversas correntes de esquerda realizada na universidade e no calor dos debates políticos. A ação partidária, os sindicatos e as estratégias políticas adotadas durante o populismo (1945-1964) foram duramente atacados. Sem que houvesse um contraponto eficaz, fez-se tábula rasa do passado. A história da esquerda brasileira estaria começando com a fundação do PT. O ocorrido antes de 1980 não teria passado de uma pré-história eivada de conciliações com a burguesia e marcada pelo descompromisso em relação ao destino histórico da classe trabalhadora.

O processo de desconstrução do passado permaneceu durante vinte anos, até o final do século XX. As pesquisas universitárias continuaram dando o sustentáculo "científico" de que o PT era um marco na história política brasileira, o primeiro partido de trabalhadores. O estilo stalinista de fazer história se estendeu para o movimento operário. Tudo teria começado no ABC. Mas não só: a história do sindicalismo "independente" teve um momento de partida, a eleição de Luís Inácio Lula da Silva para a presidência do sindicato dos metalúrgicos de São Bernardo, em 1975 (na posse, estava presente o governador Paulo Egydio, fato único naquela época). Toda história anterior, desde os anarquistas, tinha sido somente uma preparação para o surgimento do maior líder operário da história do Brasil.

A repetição sistemática de que em São Bernardo foi gestada uma ruptura acabou ganhando foro de verdade científica, indiscutível. Lula tinha de negar e desqualificar a história para surgir como uma espécie de "esperado", o "ungido". Não podia por si só realizar esta tarefa. Para isso contou com o apoio entusiástico dos intelectuais, ironicamente, ele que sempre desdenhou do conhecimento, da leitura e da reflexão. E muitos desses intelectuais que construíram o mito acabaram rompendo com o PT depois de 2003, quando a criatura adquiriu vida própria e se revoltou contra os criadores.

Mas não bastou apagar o passado. Foi necessário eliminar as lideranças que surgiram, tanto no sindicato, como no PT. E Lula foi um mestre. Os que não se submeteram, aceitando um papel subalterno, acabaram não tendo mais espaço político. Este processo foi se desenvolvendo sem que os embates e as rupturas desgastassem a figura de líder inconteste do partido. Ao dissidente era reservado o opróbrio eterno.

A permanência na liderança, sem contestação, não se deu por um choque de ideias. Pelo contrário. Lula sempre desprezou o debate político. Sabia que neste terreno seria derrotado. Optou sempre pela despolitização. Como nada tinha escrito, a divergência não podia percorrer o caminho tradicional da luta política, o enfrentamento de textos e ideias, seguindo a clássica tradição dos partidos de esquerda desde o final do século XIX. Desta forma, ele transformou a discordância em uma questão pessoal. E, como a sua figura era intocável, tudo acabava sem ter começado.

A vontade pessoal, fortalecida pelo culto da personalidade, fomentado desde os anos 70 pelos intelectuais, se transformou em obsessão. O processo se agravou ainda mais após a vitória de 2002. Afinal, não só o Brasil, mas o mundo se curvou frente ao presidente operário. Seus defeitos foram ainda mais transformados em qualidades. Qualquer crítica virou um crime de lesa-majestade. O desejo de eliminar as vozes discordantes acabou como política de Estado. Quem não louvava o presidente era considerado um inimigo.

Os conservadores brasileiros - conservadores não no sentido político, mas como defensores da manutenção de privilégios antirrepublicanos - logo entenderam o funcionamento da personalidade do presidente. Começaram a louvar suas realizações, suas palavras, seus mínimos gestos. Enfim, o que o presidente falava ou agia passou a ser considerado algo genial. Não é preciso dizer que Lula transformou os antigos "picaretas" em aliados incondicionais. Afinal, eles reconheciam publicamente seus feitos, suas qualidades. E mereceram benesses como nunca tiveram em outros governos.

É só esta obsessão pelo poder e pelo mando sem qualquer questionamento que pode ser uma das chaves explicativas da escolha de Dilma Rousseff como sua candidata.

Marco Antonio Villa é historiador.

Marcos Nogueira

Recebi a triste notícia do falecimento do jornalista Marcos Pontes Nogueira na última segunda feira. Marcos foi um grande amigo desde os tempos do Movimento Estudantil. Passou os últimos 25 anos morando em São Luís. Foi um adversário contumaz da famiglia Sarney. Fez reportagens, elaborou matérias, descobriu falcatruas e nunca teve medo (apesar das ameaças) de denunciar as mazelas desta famiglia que infelicita o Maranhão e o Brasil. Marcos foi um exemplo de coragem cívica e determinação, sempre em defesa do povo maranhense.

Entrevista para a CBN: Analisando a CPI do Cachoeira.

Segue link da entrevista dada hoje à CBN logo cedo:  http://cbn.globoradio.globo.com/programas/jornal-da-cbn/2012/05/31/CASO-ENTRE-LULA-E-GILMAR-MENDES-REFORCA-QUE-EXISTE-ALGO-DE-ERRADO-NA-DEMOCRACIA-BRASILEI.htm

Debatendo o Brasil

Segue link da entrevista que dei para o site Mídia@mais tratando da conjuntura nacional: http://www.midiaamais.com.br/artigo/detalhes/2076/Entrevista+M%C3%8DDIA@MAIS:+Professor+Marco+Ant%C3%B4nio+Villa